Olá a todos,
É verdade, o autor daquele excerto é Jack Kerouac.
Em vez de estar a contar uma história da vida dele, fica aqui uma bastante boa biografia.
Para quem ja leu On the Road e agora leu aquele excerto deve ter achado um pouco estranho. Na verdade aquele não era um excerto do livro On the Road como foi inicialmente publicado, mas sim uma edição especial, apenas agora publicada, do manuscrito original. Eu consegui arranjar e posso dizer que é bastante diferente - mais pura, mais corrida, frenética... E o melhor é que foi escrita com os nomes originais dos amigos, dos sítios - é uma verdadeira auto-biografia que ele não pretendia, à partida, ver publicada. A verdade é que esta edição conserva os typing errors e algumas palavras inventadas por ele para aproximar mais o registo oral.
Ele escreveu de uma forma muito estranha, deixo aqui uma citação:
"The book was largely autobiographical and describes Kerouac's road-trip adventures across the United States and Mexico with Neal Cassady in the late-40's, as well his relationships with other Beat writers and friends. He completed the first version of the novel during a three week extended session of spontaneous confessional prose. Before beginning, Kerouac cut sheets of tracing paper into long strips, wide enough for a type-writer, and taped them together into a 120-foot long roll he then fed into the machine. This allowed him to type continuously without the interruption of reloading pages. The resulting manuscript contained no chapter or paragraph breaks and was much more explicit then what would eventually be printed."
terça-feira, 1 de julho de 2008
Jack Kerouac
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Nova Secção no Blog!
Olá!
Se calhar já repararam na nova secção do Há-de vir a ter um nome melhor... A ideia é ir publicando excertos de algumas obras e ver se os leitores conhecem os autores. Assim que termina o prazo, eu revelo o autor e, quem sabe, até venha a fazer um post sobre ele.
Espero que gostem deste novo feature!
Abraços!
Ivo
Se calhar já repararam na nova secção do Há-de vir a ter um nome melhor... A ideia é ir publicando excertos de algumas obras e ver se os leitores conhecem os autores. Assim que termina o prazo, eu revelo o autor e, quem sabe, até venha a fazer um post sobre ele.
Espero que gostem deste novo feature!
Abraços!
Ivo
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Pintura!
Olá a todos!
Embora já não pinte, houve dois aninhos em que pintava em acrilíco, sobre tela (em rolo) e depois, com madeiras de uma loja de bricolage, fazia a estrutura e fixava a tela.
Isto deu-me alguns problemas de costas, pintava sempre de joelhos com a tela estendida no chão. Tinha de ser, pois fiz alguns trabalhos bastante grandes... E também porque era a minha forma preferida!
Este é um quadro inspirado num quadro do Dali, dos primeiros que fiz em acrílico
(antes pintava a óleo) ~100x80
Este quadro é dos meus favoritos! É inspirado no quadro de Picasso "As Meninas de Avignon"
~140x100
Uma composição cujo tema é claramente Fernando Pessoa
inspirado num autor que não me recordo, peço desculpa.
Recordo-me que a inspiração continha apenas o quadro central.
Eis um quadro que ofereci aos meus pais no aniversário de casamento!
186x80
Inspirado num quando de Monet (não tenho 100% de certeza)
Não pode ser fotografado de frente por ser grande demais para o espaço que tinha...
Podem ver como ficam as bordas, como pintava com a tela antes de esticar,
as bordas ficavam automaticamente pintadas ;)
Embora já não pinte, houve dois aninhos em que pintava em acrilíco, sobre tela (em rolo) e depois, com madeiras de uma loja de bricolage, fazia a estrutura e fixava a tela.
Isto deu-me alguns problemas de costas, pintava sempre de joelhos com a tela estendida no chão. Tinha de ser, pois fiz alguns trabalhos bastante grandes... E também porque era a minha forma preferida!
(antes pintava a óleo) ~100x80
~140x100
inspirado num autor que não me recordo, peço desculpa.
Recordo-me que a inspiração continha apenas o quadro central.
186x80
Não pode ser fotografado de frente por ser grande demais para o espaço que tinha...
Podem ver como ficam as bordas, como pintava com a tela antes de esticar,
as bordas ficavam automaticamente pintadas ;)
Bem, espero que tenham gostado de alguns dos meus quadros. Há alguns dos quais gosto muito que não puderam ficar aqui expostos (não estão em minha casa...).
Abraços!
Abraços!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Music
Bem, vou só deixar aqui um videoclip que gosto de uma música que gosto muito :)
Maps - Yeah Yeah Yeahs!
Peço desculpa pela fraca qualidade de som e de imagem... E por não ter conseguido tirar o autorun
Maps - Yeah Yeah Yeahs!
Peço desculpa pela fraca qualidade de som e de imagem... E por não ter conseguido tirar o autorun
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Campeonato Nacional Universitário de Escalada
Neste último Sábado realizou-se o Campeonato Nacional Universitário de Escalada na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto onde o domínio foi dos Homens do Sul! Eu tive uma participação mediana mas que, ainda assim, me deu bastante gozo.
Dado que o campeonato era "em casa" ainda deu para ser o segurador na final masculina. Aqui ficam algumas imagens!
Dado que o campeonato era "em casa" ainda deu para ser o segurador na final masculina. Aqui ficam algumas imagens!
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Férias do Natal - Marrocos!
Quando me disseram que ia a Marrocos vieram-me à ideia diversos pensamentos, desde o deserto, aos souks, a cultura árabe... O que nunca pensei foi que fosse um país tão verde! Na verdade, estava à espera de algo mais árido, seco e quente... Algo mais África! Mas a verdade é que as cidades principais são sítios verdadeiramente agradáveis e, tirando as partes mais tradicionais, como os souks, as grandes praças, os bairros antigos as Madrassas e as ruas de oficinas, bastante próximas das cidades europeias, talvez até com maior luxo.
No entanto, a parte que mais gostei foi a parte para além do Atlas, onde tudo se começou a aproximar do deserto que eu esperava por isso a reportagem fotográfica foca-se nessa parte da viagem.
A nossa viagem começou em Casablanca onde nos encontrámos com o nosso guia, Zahir, e de onde saímos imediatamente para Marraqueche. Estivemos dois dias em Marraqueche antes de partir para Ouarzazate onde dormimos uma noite e seguimos viagem para o Erb Chebbi, um pequeno deserto perto de Merzouga. Dormimos aí uma noite numa tenda no meio do deserto e pudemos observar o pôr e o nascer do sol no deserto.
No dia seguinte, visitamos a Garganta do Todra onde só tive vontade de escalar as grandes paredes calcárias (mesmo sabendo que não conseguiria grande coisa). Passamos também por Tinehir onde comprei o meu segundo turbante. Voltámos a passar a noite em Ouarzazate - Era o fim de ano!
Finalmente voltámos a Marraqueche onde estivemos a relaxar na Avenida Mohamed V e onde vimos um espectáculo de dança do ventre muito bom num ambiente relaxado ao estilo de puro lounge.
Especiarias num Souk de Marraqueche
Bairro tradicional de Marraqueche
Aldeia Berbere pós-Atlas
Os meus grandes companheiros de viagem no pôr-do-Sol
no Erb Chebbi
Auto-retrato no acampamento do deserto
Uma viagem que gostei muito e que me faz desejar voltar lá, mas da próxima vez, de mochila às costas!
Abraço! E benvindos de volta ao Há-de vir a ter um nome melhor...
Todas as fotos foram tiradas por mim.
No entanto, a parte que mais gostei foi a parte para além do Atlas, onde tudo se começou a aproximar do deserto que eu esperava por isso a reportagem fotográfica foca-se nessa parte da viagem.
A nossa viagem começou em Casablanca onde nos encontrámos com o nosso guia, Zahir, e de onde saímos imediatamente para Marraqueche. Estivemos dois dias em Marraqueche antes de partir para Ouarzazate onde dormimos uma noite e seguimos viagem para o Erb Chebbi, um pequeno deserto perto de Merzouga. Dormimos aí uma noite numa tenda no meio do deserto e pudemos observar o pôr e o nascer do sol no deserto.
No dia seguinte, visitamos a Garganta do Todra onde só tive vontade de escalar as grandes paredes calcárias (mesmo sabendo que não conseguiria grande coisa). Passamos também por Tinehir onde comprei o meu segundo turbante. Voltámos a passar a noite em Ouarzazate - Era o fim de ano!
Finalmente voltámos a Marraqueche onde estivemos a relaxar na Avenida Mohamed V e onde vimos um espectáculo de dança do ventre muito bom num ambiente relaxado ao estilo de puro lounge.
no Erb Chebbi
Uma viagem que gostei muito e que me faz desejar voltar lá, mas da próxima vez, de mochila às costas!
Abraço! E benvindos de volta ao Há-de vir a ter um nome melhor...
Todas as fotos foram tiradas por mim.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Boa Música!
Olá a todos!
Peço muita desculpa por vos ter deixado durante tanto tempo mas tem estado difícil arranjar um pouquinho de tempo para postar. Por outro lado, hoje vou fazer um post que já ando a preparar há algum tempo e, por isso, espero realmente que gostem e que perdoem a dimensão!
Vou falar de música, portuguesa, de uma banda amadora e aqui do Porto/Gaia. Acontece que um dos guitarristas é um grande amigo meu que conheço desde que eramos apenas bebés e com o qual cheguei a brincar com umas guitarras, djembés, darbukas, berimbau de boca... Obviamente nunca ao nível dele. Eles são os Nanook!
Agora deixo um conselho, vejam a página dos Nanook no MySpace, escolham uma música e deixem-na acompanhar o resto da vossa leitura...
Após uma pequena entrevista com o Gui Morais posso dar-vos agora uma pequena ideia dos Nanook.
Os Nanook começaram a nascer à cerca de dois anos se bem que ainda longe do que são hoje. Pode-se dizer que o estado embrionário da banda foi sustentado com base em três pessoas, o Gui e o Renato nas suas guitarras e o André na bateria. Alimentados com jam sessions na cave do Gui à volta do funk, dos blues, passando por improvisos intermináveis de jazz e de lsd, temperados com inúmeros convidados que por ali passaram para experiementar e acabando por encontrar a fenomenal voz da Diana. O lugar do baixista acabou por ser preenchido pelo David e a banda começou finalmente a assumir a forma que ainda hoje tem. Um mês depois apareceram os primeiros concertos: FCUP, FEUP-Guitarmaggedon, Arcozelo, Matosinhos, Nova Era Café e o último, numa acção de beneficiência da Cerci Espinho, na Nave de Espinho.
Há-de vir a ter um nome melhor... - De onde vem o nome Nanook afinal?
Nanook - O Nanook surge após longas e longas listas de potênciais nomes, e, no meio de tanta indecisão, o andré propõe um simples nome como Nanook, que tinha ouvido numa música do Frank Zappa "Nanook rubs it", que conta a louca história de um esquimó.
Curiosook: O Nanook, na tradiçao esquimó, é o mestre dos ursos.
O primeiro documentario alguma vez feito chamava-se Nanook of the North.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Qual a tua música favorita (dos Nanook)?
Nanook - A música favorita é algo bastante difícil de escolher, claro que tenho mais afinidade pelas mais antigas como a Get Out, Change ou Hung Over, mas apenas por me fazerem recordar muitos e bons momentos com a banda. Mas sinto todas de maneira diferente, porque todas têm contextos e evoluções diferentes.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Música/Artista favorito?
Nanook (Gui) - Músicas favoritas tenho muitas, mas há aquelas que me fazer arrepiar, como a Shine on You Crazy Diamond ou a versão da Summertime de Janis Joplin, mas há, de certeza, mais de cem que eu posso apresentar como favoritas, e o número aumenta todos meses!
Há também aqueles nomes que me dizem muito como: the Doors, Pink Floyd, Radiohead, Led Zeppelin, Manu Chao entre muitos outros. Actualmente ouço bastante Zappa e os gigantes (e pequenos grandes) do Jazz, como Miles, Coltrane, Scofield, Hancock...
Há-de vir a ter um nome melhor... - Qual é a vossa inspiração?
Nanook - A inspirição? A música e as letras, surgem da natureza do quotidiano e da natureza da experimentação, tudo o resto são pormenores e ornamentos. O estilo passa mais por uma mistura de estilos passeando pelo rock, jazz, blues, funk, reaggae, bossa, basicamente tudo o que nos influencia musicalmente.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Projectos para o futuro?
Nanook - Actualmente estamos a tentar encontrar o nosso caminho, uma espécie de conceito aplicável a tudo o que nos rodeia. Andamos também à procura de quem exerça nas mais diferentes correntes artísticas o espírito Nanook para nos acompanhar...

Caso queiram contactá-los: 914966972 ou nanookband@hotmail.com
Termino aqui o meu tributo aos Nanook desejando as maiores felicidades com um abraço especial ao Guilherme Morais.
Peço muita desculpa por vos ter deixado durante tanto tempo mas tem estado difícil arranjar um pouquinho de tempo para postar. Por outro lado, hoje vou fazer um post que já ando a preparar há algum tempo e, por isso, espero realmente que gostem e que perdoem a dimensão!
Vou falar de música, portuguesa, de uma banda amadora e aqui do Porto/Gaia. Acontece que um dos guitarristas é um grande amigo meu que conheço desde que eramos apenas bebés e com o qual cheguei a brincar com umas guitarras, djembés, darbukas, berimbau de boca... Obviamente nunca ao nível dele. Eles são os Nanook!
Agora deixo um conselho, vejam a página dos Nanook no MySpace, escolham uma música e deixem-na acompanhar o resto da vossa leitura...
Após uma pequena entrevista com o Gui Morais posso dar-vos agora uma pequena ideia dos Nanook.
Os Nanook começaram a nascer à cerca de dois anos se bem que ainda longe do que são hoje. Pode-se dizer que o estado embrionário da banda foi sustentado com base em três pessoas, o Gui e o Renato nas suas guitarras e o André na bateria. Alimentados com jam sessions na cave do Gui à volta do funk, dos blues, passando por improvisos intermináveis de jazz e de lsd, temperados com inúmeros convidados que por ali passaram para experiementar e acabando por encontrar a fenomenal voz da Diana. O lugar do baixista acabou por ser preenchido pelo David e a banda começou finalmente a assumir a forma que ainda hoje tem. Um mês depois apareceram os primeiros concertos: FCUP, FEUP-Guitarmaggedon, Arcozelo, Matosinhos, Nova Era Café e o último, numa acção de beneficiência da Cerci Espinho, na Nave de Espinho.
Há-de vir a ter um nome melhor... - De onde vem o nome Nanook afinal?
Nanook - O Nanook surge após longas e longas listas de potênciais nomes, e, no meio de tanta indecisão, o andré propõe um simples nome como Nanook, que tinha ouvido numa música do Frank Zappa "Nanook rubs it", que conta a louca história de um esquimó.
Curiosook: O Nanook, na tradiçao esquimó, é o mestre dos ursos.
O primeiro documentario alguma vez feito chamava-se Nanook of the North.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Qual a tua música favorita (dos Nanook)?
Nanook - A música favorita é algo bastante difícil de escolher, claro que tenho mais afinidade pelas mais antigas como a Get Out, Change ou Hung Over, mas apenas por me fazerem recordar muitos e bons momentos com a banda. Mas sinto todas de maneira diferente, porque todas têm contextos e evoluções diferentes.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Música/Artista favorito?
Nanook (Gui) - Músicas favoritas tenho muitas, mas há aquelas que me fazer arrepiar, como a Shine on You Crazy Diamond ou a versão da Summertime de Janis Joplin, mas há, de certeza, mais de cem que eu posso apresentar como favoritas, e o número aumenta todos meses!
Há também aqueles nomes que me dizem muito como: the Doors, Pink Floyd, Radiohead, Led Zeppelin, Manu Chao entre muitos outros. Actualmente ouço bastante Zappa e os gigantes (e pequenos grandes) do Jazz, como Miles, Coltrane, Scofield, Hancock...
Há-de vir a ter um nome melhor... - Qual é a vossa inspiração?
Nanook - A inspirição? A música e as letras, surgem da natureza do quotidiano e da natureza da experimentação, tudo o resto são pormenores e ornamentos. O estilo passa mais por uma mistura de estilos passeando pelo rock, jazz, blues, funk, reaggae, bossa, basicamente tudo o que nos influencia musicalmente.
Há-de vir a ter um nome melhor... - Projectos para o futuro?
Nanook - Actualmente estamos a tentar encontrar o nosso caminho, uma espécie de conceito aplicável a tudo o que nos rodeia. Andamos também à procura de quem exerça nas mais diferentes correntes artísticas o espírito Nanook para nos acompanhar...

Caso queiram contactá-los: 914966972 ou nanookband@hotmail.com
Termino aqui o meu tributo aos Nanook desejando as maiores felicidades com um abraço especial ao Guilherme Morais.
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